Nations League noite 2: Inglaterra 2-0 Chéquia, Espanha 4-1 Croácia
29 set.: Inglaterra venceu 2-0 em Praga (Fortuna Arena, 0-0 ao intervalo; golos de Gordon e Kane) e Espanha bateu 4-1 a Croácia em Sevilha (bis de Yamal.
Pontos-chave
- 29 set.: Inglaterra 2-0 Chéquia em Praga (0-0 ao intervalo; Gordon e Kane). Espanha 4-1 Croácia em Sevilha (bis de Yamal, Pubill, N. Williams; Beljo). Espanha chega a 40 internacionais invicta — recorde.
- Grupo A3: Espanha 6, Inglaterra 3, Croácia 3, Chéquia 0. Inglaterra segunda por diferença de golos (+1 contra −2).
- Segue-se: Croácia–Inglaterra em Rijeka (sáb. 3 out.), Inglaterra–Chéquia em Wembley (ter. 6 out.). Voltas em novembro.
Dois fundos visitantes, duas respostas. Inglaterra respondeu ao 2-3 de Wembley com um controlado 2-0 em Praga — intervalo sem golos, segunda parte profissional, primeiros pontos. Espanha respondeu ao seu arranque perfeito com um 4-1 de recorde ante a Croácia em Sevilha: bis de Lamine Yamal, golos de Marc Pubill e Nico Williams, e a primeira série de 40 jogos sem perder na história do futebol internacional. A segunda jornada do grupo A3 está completa. Este é o relatório total: ambos os jogos, a nova tabela e o que outubro exige dos viajantes.
Da bancada — Inês Santos: resultados via ESPN (Chéquia 0-2 Inglaterra), Goal.com (Espanha 4-1), Tribuna (cronologia), centro de jogo englandfootball.com, Bytes Europe. Só resultados publicados — jamais inventados, sem quotas nem prognósticos.
Praga: Chéquia 0-2 Inglaterra — a paciência paga
Fortuna Arena, Praga — 0-0 ao intervalo, 0-2 final: Anthony Gordon e Harry Kane marcaram. A primeira noite fora do outono seguiu o guião AOL da véspera: Trafford na baliza, Alexander-Arnold recuperado à direita, Branthwaite ao lado de Guehi, Hall à esquerda, Anderson e Scott no meio, Saka, Bellingham e Gordon atrás de Kane. O que importou foi o temperamento, não a constituição. A Chéquia de Santi Denia — primeiro selecionador não checo da história — aguentou o plano uma hora; a segunda parte foi visitante. Gordon marcou, Kane somou o segundo e a claque inglesa levou três pontos.
A fisionomia da campanha mudou numa noite. Inglaterra perdeu o primeiro 2-3 em casa ante Espanha e ganhou o segundo 2-0 fora em Praga — a aritmética clássica do viajante. Gordon marca dois internacionais seguidos (36’ ante Espanha e o primeiro em Praga), Kane voltou a marcar numa semana em que também falhou um penálti, e o meio-campo sobrevivente do caos de Wembley pareceu assente em Praga. Os checos de Denia, vencidos 1-2 pela Croácia no sábado e 0-2 em casa na terça, fecham com duas derrotas.
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Sevilha: Espanha 4-1 Croácia — o clube dos quarenta
Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, Sevilha — 2-1 ao intervalo, 4-1 final. Dois minutos, Yamal adianta Espanha com um remate de esquerda — o mesmo hábito do 2’ de Wembley seis dias antes. A Croácia, vencedora 2-1 em Praga no sábado com Modrić e Pašalić, recusou dobrar-se: Dion Beljo igualou aos 28’. Três minutos depois, Pubill devolveu a vantagem com um cabeceamento à queima-roupa após assistência de Yamal; o extremo barcelonista voltou a marcar aos 63’ com um remate soberbo após passe de Pedri, e Williams curvou o quarto no fim. As mudanças de De la Fuente mantiveram o ritmo; Modrić, ainda diretor aos 39, só pôde ver um meio-campo mais jovem tomar a noite.
As contas importam tanto como a magia. Seis de seis, líder do grupo, pleno — e quarenta internacionais invicta, primeira seleção da história a atingir a marca. Os campeões da Europa e do mundo possuem já a série mais longa do futebol internacional, ampliada num estádio onde o calor vespertino se dissipara ante mais de 42.000 espectadores. A primeira derrota croata do outono deixa-os terceiros; os heróis de sábado em Praga receberam a lição de terça em Sevilha.
A nova tabela do grupo A3
Espanha 6 — 2 jogos, 2 vitórias (3-2 em Wembley, 4-1 em casa). Inglaterra 3 — 2 jogos (2-3 em casa, 2-0 fora). Croácia 3 — 2 jogos (2-1 fora, 1-4 fora). Chéquia 0 — 2 jogos (1-2 em casa, 0-2 em casa). Inglaterra é segunda à frente da Croácia por diferença de golos (+1 contra −2). O padrão do outono está fixado: marcar primeiro costuma equivaler a ganhar; as duas derrotas em casa de sábado receberam resposta na terça. A Chéquia, a zero com Rijeka e Wembley ainda por chegar nas voltas, precisa pontuar em outubro para continuar viva.
Outubro: Rijeka e depois Wembley
Sábado 3 de outubro: Croácia–Inglaterra em Rijeka. A volta do folhetim de sábado — Inglaterra regressa à Croácia nove dias depois da visita croata a Praga, terceiro contra segundo com uma claque que promete ruído no Adriático. Ganhar abriria três pontos com a rede dos duelos diretos; perder converteria o jogo de outubro em casa em obrigação. Terça 6 de outubro: Inglaterra–Chéquia em Wembley. O último visita o estádio onde Inglaterra acabou de perder ante Espanha — uma noite para o controlo, para a caça de recordes de Kane e para recompensar a paciência local. Novembro trará as voltas: Inglaterra–Croácia em Wembley e Espanha–Inglaterra em Espanha. Organiza outubro em torno destas duas datas; o grupo ver-se-á muito distinto depois.
Notas viajantes: de Praga a Rijeka e Wembley
Praga geriu bem a noite — o Fortuna Arena fica em Vršovice, a pé desde o centro, e os comboios da claque para Staré Město circularam com a escolta habitual sem incidentes. Rijeka no sábado é o próximo teste logístico: estádio costeiro, menor lote visitante, voos desde Londres para Zagreb ou Liubliana mais a estrada da costa. Wembley na terça 6 é o fácil — metro, pubs, bancada local. Se encadeias as três cidades em dez dias, toma o corredor ferroviário Praga–Viena–Zagreb em vez do avião e deixa a noite de Wembley livre de reuniões matinais. O futebol merece a viagem; a viagem merece planear-se.
Veredito: Espanha perfeita, Inglaterra de volta
Dois jogos, duas mensagens. Espanha vai seis de seis com uma série mundial inédita — a equipa a alcançar, o sarrafo a igualar. Inglaterra está de volta com uma vitória fora construída em ordem e sangue-frio — segunda, três pontos, outubro nas suas mãos. A Croácia mediu a distância entre o Praga de sábado e a Sevilha de terça; a Chéquia mediu o custo de dois jogos em casa e zero pontos. Vemo-nos em Rijeka.