Terça de Jogo: a 125ª em Wembley e o Duelo de Split
6 out.: dia de jogo — Inglaterra–Chéquia em Wembley 19:45 (125ª de Kane igualando Shilton; golo nos 3 jogos, 4 golos; 10+ em 3 anos.
Pontos-chave
- Hoje 19:45: Inglaterra–Chéquia em Wembley — 125ª de Kane, igualando o recorde masculino de Shilton (89 golos/124; golo nos 3 jogos, 4 golos; primeiro com 10+ em 3 anos: 11 em 2026, 16 em 2021, 12 em 2019). Tuchel: 'ninguém melhor'; em miúdo fingia ser Shilton.
- Baixas: Palmer, Mainoo, Rice, Rashford fora; Rico Lewis adicionado; Garner ou Lewis-Skelly por Scott; Bellingham pode ceder o 10 a Rogers; Eze por Gordon; TAA, Branthwaite, Chalobah candidatos.
- Mesma noite 18:45 GMT: Croácia–Espanha em Split (Poljud, Amazon Prime) — campeões do mundo (1–0 Argentina na final 19/07) contra Croácia ferida (0–7 sábado; H2H últimos 5: Espanha 4V, Croácia 1V). Tabela: Espanha 9 (+6), Inglaterra 6 (+8), Croácia 3 (−9), Chéquia 0 (−5).
A terça é a noite em que o grupo se decide. Em Wembley, um capitão iguala um recorde de 42 anos ante o seu público; em Split, os campeões do mundo visitam uma nação ferida três dias após a sua noite mais negra. Este é o guia completo do dia de jogo: o marco, a rotação, os duelos, e cada cálculo.
Da tribuna de imprensa — Inês Santos: Wembley via antevisão UEFA J4 (Kane nos 3 jogos, 4 golos), Morning Star (citações Tuchel/Shilton via talkSPORT), Opta Analyst (10+ em 3 anos, 89/124, vermelho a Sulc), LiveScore (baixas, Lewis adicionado, rotação prevista), englandfootball.com (bilhetes/hospitalidade), Wembley Stadium (19:45); Split via Goal (H2H, formas, 18:45 GMT), Yahoo (Amazon Prime, Poljud), linhas de forma (Espanha últimos 6 incl. 3–2 Inglaterra, 1–0 Argentina na final). Só resultados reportados — jamais inventados, sem odds, sem prognósticos.
Wembley 19:45: a 125ª
O marco primeiro. Harry Kane cumpre hoje o seu 125º, igualando o recorde masculino de Peter Shilton — 89 golos em 124 jogos à entrada, golo nos três jogos até aqui, quatro no total. Opta adiciona a nota de calendário: com o seu bis de sábado, Kane tornou-se no primeiro jogador com 10+ em três anos civis distintos para a Inglaterra (11 em 2026, 16 em 2021, 12 em 2019). Tuchel contou à talkSPORT que não há «ninguém melhor» para bater o recorde — revelando que em miúdo se atirava imaginando ser Shilton: «Em miúdo, eu era Peter Shilton na baliza». Hoje é a última de uma longa linha de noites especiais para o melhor goleador nacional; o duplo duelo de novembro (Croácia em Wembley, Espanha em Madrid) é onde o baterá de todo, lesão à parte. Wembley, um recorde, público local: a noite escreve-se sozinha.
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Rotação: quem entra
Tuchel tem margem para rodar — e razões. Fora: Palmer, Mainoo, Rice, Rashford (baixas); dentro: Rico Lewis adicionado ao grupo, embora improvável titular. As mudanças previstas: Garner ou Lewis-Skelly por Scott no duplo pivô junto a Anderson; Bellingham pode ceder o 10 a Rogers após os esforços de sábado; Eze por Gordon à esquerda; Alexander-Arnold, Branthwaite e Chalobah todos candidatos a entrar na defesa. Kane lidera a linha de novo — o recorde exige-o. A Chéquia chega sem vitórias com vermelhos em jogos consecutivos (a expulsão de Sulc em Praga precedeu a de Krejci em Oviedo) e tudo por jogar: o adversário perigoso clássico, e a equipa que deve evitar um terceiro vermelho seguido. Rotação mais caça ao recorde: o XI da terça será a equipa mais lida da pausa.
Split 18:45 GMT: os campeões contra os feridos
Croácia–Espanha, Poljud, Split — 18:45 GMT (Amazon Prime no Reino Unido). O contexto: a Espanha campeã do mundo, vencedora 1–0 da Argentina na final de 19 de julho, invicta em 41, vencedora 10 vezes seguidas, contra uma Croácia a três dias da pior derrota da sua história e de um capitão que se disse envergonhado. A história recente é toda vermelha e ouro: últimos 5 duelos — Espanha 4 vitórias (4–1, 3–0, 5–3, mais uma), Croácia 1 (3–2). Os últimos 6 da Espanha: 3–1 Chéquia, 4–1 Croácia, 3–2 Inglaterra (26 set.), 1–0 Argentina, 2–0 França, 2–1 Bélgica. Os da Croácia: 0–7 Inglaterra, 1–4 Espanha, 2–1 Chéquia, 1–2 Portugal, 2–1 Gana. Uma vitória espanhola em Split dobra virtualmente o grupo; uma vitória croata mais um tropeção inglês, caos. Orgulho, sobrevivência, e os campeões: Split acolhe o jogo mais duro de prever emocionalmente, se não no papel.
O recorde: 125 e o que significa
O 125 de Shilton aguentava desde 1990 — guarda-redes, eras de posto à parte. Kane igualando-o como avançado, com 89 golos colados, reenquadra a cifra inteira: não a longevidade só mas a longevidade mais a crueldade. O duplo duelo de novembro é onde o tomará de todo, lesão à parte — Croácia em Wembley primeiro, depois Espanha em Madrid, as duas equipas que definem este outono. Os recordes são marcos onde os adeptos navegam: 89 e a contar, 125 hoje, 100 golos no horizonte. Wembley marcará o momento — cachecóis, montagem, braçadeira no ar. Estar aí ou gravá-lo; os marcos não se repetem.
Cálculos: corrida ou procissão
A aritmética antes do apito: Espanha 9 (+6: 10–4), Inglaterra 6 (+8: 11–3), Croácia 3 (−9: 3–12), Chéquia 0 (−5: 2–7). Uma vitória inglesa mais Espanha sem perder separa os dois primeiros e faz de novembro um tour de coroação. Uma vitória croata em Split mais um tropeção inglês reabre tudo a dois jogos do fim. Uma surpresa checa em Wembley — a noite do recorde de Kane — dinamita o grupo e entrega de todos os modos as chaves à Espanha. A diferença já favorece a Inglaterra (+8 contra +6) graças aos sete de sábado; a almofada de confrontos diretos cresce com cada vitória. Dois jogos, uma noite, o grupo decidido em direto — depois voltam as ligas e o outono começa a sério. Vejam ambos: Wembley em grande, Split em pequeno, o comando na mão.
O combustível da segunda: França 4–1 Bélgica
A noite que prepara hoje: França virou 0–1 para ganhar 4–1 à Bélgica em Saint-Denis — Doué 77’, Cherki 81’, Olise 88’ e 90+1’, quatro golos em 14 minutos de três suplentes, primeiro triunfo em casa de Zidane. Bélgica privada de uma primeira vitória competitiva em 45 anos. Grupo A1: França 10, Bélgica 6, Itália 4, Turquia 0 — o outro grupo de outono quase dobrado. A lição para a terça: os jogos ganham-se nos bancos tanto como nas planilhas. O XI rodado de Tuchel e a máquina de De la Fuente levam ambos a moral da segunda. Os suplentes ganham quinzenas.
Ver: dois ecrãs, um comando
O fecho prático: Wembley 19:45 no ecrã principal (bancada local esperada, números de Kane em direto), Split 18:45 GMT no segundo (telemóvel, tablete, a outra TV do pub). Intervalos quase simultâneos — mudem durante as pausas, nunca durante o jogo. Os pubs de dois ecrãs ganham terça; reservem a mesa com duas linhas de vista. O grupo decidido em direto, duas vezes, uma noite. Não vejam um perdendo o outro — a terça chega uma vez, e novembro (Inglaterra–Croácia em Wembley, Espanha–Inglaterra em Madrid) constrói-se hoje.